



As atividades de mineração e de tratamento de minério até a obtenção do ouro demandam cuidados especiais que minimizem os impactos ambientais, reduzam a produção de resíduos e promovam a eficiência do uso de carbono e a conservação dos recursos naturais. A estratégia das empresas da AngloGold Ashanti no Brasil na área ambiental garante às empresas padrões de ecoeficiência compatíveis com as melhores práticas da mineração mundial.
No contexto da ecoeficiência, destacam-se a matriz energética da empresa (com geração de energia elétrica a partir de seu complexo de pequenas usinas hidrelétricas de Rio de Peixe e de sua participação na Hidrelétrica de Igarapava), a adequada gestão da água, com baixo consumo específico, destacado índice de recirculação e o reaproveitamento dos resíduos e subprodutos industriais para comercialização. Além disso, a empresa possui 873 hectares de áreas declaradas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), sendo: a RPPN Mata Samuel de Paula, em Nova Lima, com 147 hectares; e a RPPN AngloGold –Cuiabá, em Sabará, com 726 hectares de áreas de grande importância devido à sua biodiversidade.
A empresa atende a todas as legislações ambientais federal, estaduais e municipais, além de possuir licenciamento para todas as suas atividades junto aos órgãos ambientais pertinentes.
As operações da AngloGold Ashanti no Brasil vão além do cumprimento de parâmetros legais e trabalham de forma sustentável nos locais onde operam com foco na economia de recursos hídricos e naturais, protegendo áreas de rica biodiversidade e promovendo a educação e a conscientização ambiental junto às comunidades e a seus empregados.
O Sistema de Gestão Ambiental é baseado na ISO 14001 e todas as operações estão em conformidade com a norma ambiental, submetendo-se à auditorias externas para certificação. A AngloGold Ashanti é signatária do Código Internacional de Gestão de Cianeto para Produção, Transporte e Uso na Produção de Ouro. Por este código, todas as empresas envolvidas na produção de ouro se comprometem a manter controle e gestão rígidos sobre o cianeto, produto utilizado no processo metalúrgico. Todas as operações são submetidas à auditoria independente para comprovar sua conformidade ao Código. A AngloGold Ashanti em Minas Gerais também possui o seu laboratório ambiental certificado na ISO 17025, o que concede à empresa o direito de realizar o seu automonitoramento.
As operações da empresa são mantidas sob rígido controle de suas emissões atmosféricas e de seus efluentes líquidos, através de monitoramentos diários. A AngloGold Ashanti Brasil possui em todas as suas unidades operacionais estação de tratamento de efluentes, de modo a manter os padrões legais dos descartes e a preservação dos cursos d’água.
As operações da AngloGold Ashanti no Brasil trabalham na reabilitação de áreas alteradas por suas atividades, concomitantemente com as operações de lavra. As cavas a céu aberto, pilhas de estéril (material retirado das minas sem valor comercial) e áreas já mineradas são submetidas a trabalhos de contenção, drenagem e revegetação, ou seja, de reabilitação.
A preservação de grandes áreas tem sido um caminho em que as empresas de mineração possam alcançar um equilíbrio entre atividades de mineração e a preservação. Neste sentido, a Anglogold Ashanti Brasil assume o compromisso com o respeito ao meio ambiente, a minimização dos impactos ambientais, a conservação dos recursos naturais e garantia de que nossas ações criem resultados benéficos às áreas que a empresa está inserida. Além disso, a AngloGold Ashanti Brasil segue as premissas do Princípio 7 da Estrutura de Desenvolvimento Sustentável do Conselho Internacional de Mineração e Metais - ICMM, que dispõe sobre o compromisso das empresas para contribuir para a conservação da biodiversidade e abordagens integradas para o planejamento do uso da terra.
A AngloGold Ashanti em Minas Gerais já reabilitou, até 2009, 243 hectares de áreas, através de um intenso programa de gestão ambiental. A empresa possui viveiro de mudas próprio, que produz uma média de 20 mil mudas de espécies nativas por ano, voltadas para o processo de reabilitação das áreas mineradas. Desde 1992, já foram realizados o plantio de cerca de 300 mil mudas.
Desde 2006, a AngloGold Ashanti vem realizando um inventário de Gases do Efeito Estufa (GEE). O levantamento de 2009 revelou que as duas maiores fontes de emissões das operações foram os desmatamentos que ocorreram em suas operações de cava a céu aberto e o consumo de óleo diesel. Para contornar o problema, a empresa buscou trabalhar com o processo de revegetação simultaneamente à atividade de extração de minério. Além disso, realizou estudos para adoção de alternativas energéticas mais limpas, como testes para o uso de biodiesel, e também buscou racionalizar o consumo de diesel e de outras fontes de energia.
A partir de 2010, a AngloGold Ashanti vai produzir um inventário voluntário para divulgação aos órgãos ambientais. O levantamento é importante para identificar oportunidades e desenvolver novas tecnologias e processos mais eficientes. Esse é o caminho para a redução do custo operacional de energia em 15% – um dos objetivos estabelecidos pela matriz da empresa até 2014. O programa, denominado Comissão Interna de Racionalização de Energia (Cire), é desenvolvido na AngloGold Ashanti Brasil Mineração e na Mineração Serra Grande para conscientizar e motivar os empregados sobre a importância da redução do consumo de todas as fontes energéticas.
A Gestão Ambiental na AngloGold Ashanti é realizada com participação e envolvimento de todos os seus empregados, através do compartilhamento e ações em equipe, por entender que zelar pelo meio ambiente não é uma ação isolada. A garantia da sustentabilidade começa com o envolvimento de todas as pessoas que compõem a empresa.