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Centro de Memória Morro Velho

​​Centro de Memória Morro Velho: Respeito ao passado, referência para o presente e inspiração para inovações futuras.

​Inaugurado em 29 de junho de 1994, o Centro de Memória Morro Velho é um espaço histórico-cultural aberto ao público em geral. Tem como objetivo preservar a história e a memória da evolução tecnológica de mina subterrânea na extração de ouro, do período que corresponde ao final do século XVIII, culminando com a implantação de lavra sistemática subterrânea. Esta se deu a partir da chegada dos ingleses por meio da Saint John Del Rey Mining Company Limited, em 1834.

A Casa Grande

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A Casa Grande é um casarão do século XIX construído pela família do Padre Antônio Pereira de Freitas, um dos primeiros proprietários da Mina de Morro Velho. Após a chegada dos ingleses, a Casa Grande serviu de moradia aos superintendentes. Ela sempre foi um lugar especial para a empresa, não só pelo seu estilo colonial português e pelos amplos jardins, como também pelo seu caráter histórico.


Sala Inicial

A sala exibe fotos dos presidentes que compõem a história da Morro Velho, a partir de 1834 e fotos de visitantes ilustres da Casa Grande tais como: Imperador D. Pedro II, os presidentes do Brasil Rodrigues Alves e Epitácio Pessoa, o rei Albert I da Bélgica, e vários outros, além de TV para exibições de informações institucionais sobre a empresa.


Sala das Premiações

Esta sala mostra vários prêmios que a empresa vem recebendo ao longo de sua história, fruto de sua participação na vida da comunidade e das inovações tecnológicas promovidas na mineração e na metalurgia.


Sala de Administração e Serviços

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Esta sala reúne uma série de peças antigas de escritório, máquinas de escrever, telefones, calculadoras, telégrafo Morse e outros, todos usados no período em que os ingleses dirigiam a empresa, assim também como objetos de uso doméstico utilizados na Casa Grande, como ferro, máquina de costura e outros.


Arqueologia

Exposição de objetos arqueológicos encontrados na antiga Planta Metalúrgica, que encerrou suas atividades em 1998.


Sala do Hospital

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Nesta sala destacam-se ampolas radiológicas do início do século XX que compunham o aparelho de raio-X da Morro Velho. Há também uma mesa cirúrgica de madeira, do século XX, de fabricação inglesa e única no Brasil, além de vasto instrumental médico-hospitalar.


Sala da Geologia

Nesta sala podem ser vistas várias amostras de minerais e rochas das diversas minas, instrumentos de trabalho de campo de geólogos, martelo, teodolitos, níveis de engenharia, incluindo câmara para microfotografia mineral para estudos petrográficos.


Sala de Metalurgia

A peça mais importante desta sala é a réplica de madeira, em escala reduzida, de um pilão californiano (máquina de triturar minério), que foi utilizada pela empresa no século XIX até meados do século XX. Várias balanças e outros instrumentos de precisão também compõem o acervo.


Sala da Mineração

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A sala possui uma antiga maquete de madeira da Mina Grande. Há uma sequência das lanternas usadas pelos mineiros no subsolo, variando de lanternas a óleo de mamona à bateria. É apresentada a evolução das perfuratrizes, desde as mais simples e rudimentares até os jumbos eletro-hidráulicos.


Piscina

A natação era um dos esportes que deixavam George Chalmers, antigo superintendente da Saint John Del Rey Mining Company Limited, preparado fisicamente para os desafios diários. A piscina foi construída em dimensões quase inimagináveis para a época.


Biblioteca

O acervo da biblioteca conta com mais de 7000 títulos, sobre medicina, literatura, engenharia e outros, todos inventariados.


Sala George Chalmers

george_chalmers01p.jpg O processo de modernização da empresa teve um direcionamento diferenciado e definitivo com a chegada de George Chalmers, que assumiu a Superintendência da mina em 1884.

A escolha do executivo provou ser a decisão mais sábia que a Companhia pôde ter à época. Chalmers não só revitalizou as operações, mas também reconstruiu a empresa, transformando-a na mina mais profunda e famosa do mundo, durante seus 40 anos de administração.

Seu maior desafio foi a reabertura da mina de Morro Velho, após o colapso de 1886, com a perfuração dos dois grandes poços C e D de 740 metros de profundidade cada um, e a instalação de uma moderna Planta Metalúrgica para a época.

A partir daí, ele desenvolveu uma série de empreendimentos, como usinas hidrelétricas, planta de refrigeração de ar para a mina, hospital equipado com as melhores tecnologias da época, linha de bonde eletrificada ligando Nova Lima a Raposos (primeira da América do Sul), casas para empregados brasileiros e europeus, entre outros.

A sala possui várias fotos do cotidiano profissional e pessoal do George Chalmers, objetos pessoais e um vídeo evidenciando as inovações sociais e operacionais.


Barbearia

Os objetos aqui mostram um pouco mais da influência inglesa.


Dependências internas da Casa Grande

Ambientes que revelam o mobiliário e utensílios usados na companhia até os anos 1990. O conjunto de chá em porcelana presenteado à Empresa pela seleção de futebol inglesa, em 1950, é um mimo que agrada os olhos de qualquer pessoa.


Resumo histórico da Mina Morro Velho

Minas Gerais, o maior centro de exploração aurífera do Brasil, começou a ser ocupada no final do século XVII, quando, por volta de 1690, nas regiões de Sabará e de Ouro Preto, foram feitas as primeiras descobertas de veios de ouro e iniciada a extração do minério.

Em 1725, a exploração de ouro começou a ser feita na Mina de Morro Velho, situada no Arraial de Congonhas do Sabará, utilizando-se de processos bastante primitivos. Até as primeiras décadas do século XIX, a mina pertenceu à família do Padre Antônio de Freitas, que realizou a extração do ouro com processos rudimentares da época, utilizando mão de obra escrava.

Em 1830, a propriedade foi vendida ao Capitão George Francis Lyon, antigo Superintendente da Mina de Gongo Soco, na região de Caeté.

Em 1834, a Saint John Del Rey Mining adquiriu a Mina de Morro Velho das mãos do Capitão Lyon, e a companhia transferiu, então, suas atividades para Nova Lima, deixando definitivamente o município de São João Del Rei. Na nova região, a empresa iniciou suas atividades de produção de ouro no Brasil.

Em 1960, os ingleses transferiram o controle acionário para o grupo brasileiro liderado por Moreira Sales e Orácio de Carvalho, e a empresa passou a se chamar Mineração Morro Velho S.A. Em 1975, ocorreu a associação com a Anglo American Corporation, a maior empresa de mineração de ouro do mundo.

Em 1980, o Grupo Bozano Simonsen adquiriu a participação nacional da Morro Velho. Nesta ocasião, ocorreu a transferência das ações do Unibanco para o Grupo Bozano Simonsen.

Em 1993, como parte da reestruturação da Anglo American Corporation, o grupo transferiu os ativos brasileiros para o seu braço europeu, a Minorco. Em 1999, todos os ativos da Minorco foram adquiridos pela AngloGold.

Em 2004, houve a fusão entre a AngloGold e a Ashan​ti Goldfiels. Desde então, a companhia passou a ser reconhecida como AngloGold Ashanti.

Em maio de 2012 a AngloGold Ashanti, passa a ser 100% proprietária da Mineração Serra Grande situada em Goiás; após comprar 50% (joint venture). da mineradora canadense Kinross.

Agende sua visita

O Centro de Memória Morro Velho é aberto à visitação (*) quarta, quinta e aos fins de semana, das 8h às 11h30, e das 13h às 16h30. Sua visita pode ser agendada pelo telefone 3589-1716; ou pelos e-mails jasampaio@anglogoldashanti.com.br ou centrodememoria@anglogoldashanti.com.br.

(*) Sujeito a alterações. Favor entrar em contato com o Centro de Memória para se certificar sobre o dia e horário de funcionamento. ​​​

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Veja também

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