Fiemg e AngloGold Ashanti concluem programa de sustentabilidade para fornecedores

out 11, 2018 | Sem categoria

90% das 21 empresas participantes conseguiram melhorar a gestão de seus negócios.

Melhorar a gestão do negócio, como forma de ampliar a produtividade e ter uma atuação mais competitiva. Trata-se de uma equação simples, mas que poucas empresas conseguem colocar em prática. A MR, que presta serviços de hidráulica, pneumática e automação para a produtora de ouro AngloGold Ashanti em Sabará/MG, era uma dessas empresas. Até participar do projeto “Sustentabilidade na Cadeia Produtiva”, liderado pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e que buscou, nos últimos 18 meses, fortalecer 21 micro e pequenos fornecedores da mineradora. A conclusão do projeto aconteceu em solenidade na sede da Fiemg em Belo Horizonte no dia 10 de outubro.

De acordo com o diretor técnico da MR, Alysson Matareli, a participação no programa permitiu um ganho de escala, tanto no aumento da carteira de parceiros quanto na reativação de outros clientes. “Vislumbramos um aumento de faturamento da ordem de 20% depois de ingressarmos no programa. Já implantamos todas as técnicas aprendidas”, afirma.

Capacitar micro e pequenos empresários, melhorando a sustentabilidade de seus negócios, contribui para um setor importante da economia. De acordo com um levantamento do Sebrae, as MPEs representam 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Ou seja, mais de um quarto da riqueza nacional advém dessas organizações. No PIB da indústria, a participação das micro e pequenas empresas é de 22,5% do total.

“A AngloGold Ashanti acredita no fortalecimento dos fornecedores locais como uma importante alavanca de desenvolvimento da comunidade. Em 2017, mais de R$ 721 milhões foram investidos em compras nas cidades onde possuímos operações. O programa é mais uma ação no sentido de contribuirmos com a gestão sustentável em toda a nossa cadeia de valor”, ressalta Ewerton Trindade, diretor de Suprimentos, Serviços e Suporte da AngloGold Ashanti.

Sobre o projeto

O projeto Sustentabilidade na Cadeia Produtiva contou com sete linhas de ação desenvolvidas e distribuídas em 710 horas técnicas – divididas em capacitações, workshops e consultorias individuais. Entre os temas tratados nos encontros estão redução de custos, associativismo, relação com público-alvo, regularização ambiental e ecoeficiência, saúde e segurança, gestão estratégica, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), inovação e mercados potenciais para desenvolvimento de novos produtos e serviços. Os assuntos prioritários foram identificados a partir de diagnóstico específico, desenvolvido em conjunto à Fundação Dom Cabral, e buscaram o aprimoramento do grau de maturidade de gestão das MPEs com base nos três pilares do desenvolvimento sustentável: econômico, ambiental e social.

Por meio do programa, 90% das empresas participantes (21 no total, das cidades de Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará, Caeté, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Catas Altas) obtiveram melhora no Índice de Sustentabilidade para Competitividade, que mensura aspectos econômicos, ambientais e sociais de sua gestão.

A conclusão do projeto ocorrerá em solenidade na sede da Fiemg (Avenida do Contorno, 4.520, Funcionários) na quarta-feira (10). “O projeto possibilitou o avanço da gestão empresarial de 21 empresas participantes por meio do amadurecimento de percepções e da adoção de fatores essenciais para a competitividade corporativa, locados nos ambientes interno e externo”, analisa Juliana Bahia, consultora de responsabilidade social empresarial do Sistema Fiemg.

Sobre a AngloGold Ashanti

Uma das maiores produtoras de ouro do mundo no Brasil, a empresa possui minas e plantas metalúrgicas e de beneficiamento distribuídas nos estados de Minas Gerais e Goiás. Seus negócios englobam 13 operações em nove países, gerando mais de 60 mil empregos. A AngloGold Ashanti tem sede em Johanesburgo, na África do Sul, e suas ações são negociadas nas bolsas de Johanesburgo, Nova York, Austrália e Gana. Com mais de 4 mil empregados diretos, as operações brasileiras respondem por 15% da produção global de ouro do grupo e estão entre as mais avançadas do mundo no campo da tecnologia de mineração, pela excelência dos equipamentos e processos utilizados e pelo desenvolvimento de soluções de engenharia para a atividade de mineração em subsolo.

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