Imersão Indústria debate inovação e circularidade na valorização de rejeitos

abr 27, 2026 | AngloGold Ashanti, Negócios

Painel reuniu especialistas para discutir soluções que transformam resíduos da mineração em ativos estratégicos e sustentáveis

O Imersão Indústria, evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizado em Belo Horizonte no dia 24/04, contou com um painel dedicado ao tema “Inovação e Circularidade na Valorização de Rejeitos”. A discussão reuniu especialistas para debater caminhos estratégicos para a transição do setor mineral rumo a um modelo de economia circular.

Participaram do painel Mariana Gazire Lemos, especialista Sênior em Geometalurgia da AngloGold Ashanti; Tayná Souza, coordenadora de P&D do ISI Processamento Mineral no CIT Senai; Thales Nicoli, gerente de Soluções de Rejeitos na Anglo American; e Isabela Correia Costa, engenheira de Inovação – P&D na Nexa Resources.

Desafios e caminhos para a circularidade

A discussão abordou, de forma dinâmica, desde os desafios técnicos e regulatórios na gestão do ciclo de vida dos rejeitos até o papel da geometalurgia e da mineralogia na identificação de oportunidades de reaproveitamento ainda nas etapas iniciais do processo produtivo. O debate também explorou o grau de maturidade do setor diante da agenda de circularidade, destacando a importância de parcerias com institutos de pesquisa para mitigação de riscos tecnológicos e avanço de soluções inovadoras.

Durante o painel, a produtora de ouro AngloGold Ashanti destacou sua atuação estruturada para reposicionar os rejeitos como ativos de valor. “Estamos avançando de forma consistente na transição de um modelo baseado no armazenamento para uma lógica de valorização. O rejeito deixa de ser visto como passivo e passa a ser tratado como coproduto, com potencial de aplicação industrial e geração de novos negócios”, afirmou a especialista Sênior em Geometalurgia da AngloGold Ashanti, Mariana Gazire Lemos.

Estratégia e inovação na AngloGold Ashanti

A companhia tem consolidado essa estratégia a partir de pilares que integram inovação, segurança e sustentabilidade. Um dos destaques é a transformação do rejeito em coproduto, com iniciativas como o projeto Mineração que Constrói

Caminhos, que viabiliza o uso de estéril e rejeito na produção de blocos de concreto e misturas asfálticas, podendo assim reduzir a pressão sobre estruturas de disposição e ampliando a inserção da mineração na cadeia da construção civil.

“Outro eixo relevante é o uso da geometalurgia como ferramenta para garantir a qualidade e a previsibilidade desses materiais, por meio do mapeamento mineralógico prévio. Essa abordagem permite assegurar que os rejeitos atendam aos requisitos técnicos necessários para aplicações em infraestrutura, reduzindo riscos associados à variabilidade”, explica Mariana.

A estratégia também está diretamente conectada à gestão de rejeitos (tailings management), com investimentos em tecnologias como filtragem e empilhamento a seco, que facilitam o reaproveitamento futuro e tornam a logística da circularidade mais viável do ponto de vista econômico e operacional.

Além disso, a atuação da AngloGold Ashanti se insere em um ecossistema de inovação aberta, envolvendo universidades, startups e o poder público, com foco no desenvolvimento e validação de soluções que assegurem a segurança ambiental e ampliem a aceitação desses materiais pelo mercado e por órgãos reguladores.

Ao final, o painel convergiu para uma visão de futuro em que os rejeitos são definitivamente reposicionados como recursos estratégicos, capazes de gerar valor econômico, reduzir impactos ambientais e fortalecer a licença social para operar, contribuindo para uma mineração mais sustentável e integrada às demandas da sociedade.